Escrevendo e descrevendo me anulo: sou o ator invisível.

Me writer from Brazil in his explosive peace. Disturbing master degree on education. Cant find me on social expression, so i ask for a new place to live.

Wanna organize my writtings. Sweden, are you still there?

Deception. Desprezo.

Serás tão amarga, bela, quando a possuir em meus braços.

Aquele que conhece sua felicidade sabe que já a conquistou.

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O sono depois de um despertar.

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QUEM TEM CONSCIÊNCIA PARA TER CORAGEM
QUEM TEM A FORÇA DE SABER QUE EXISTE
E NO CENTRO DA PRÓPRIA ENGRENAGEM
INVENTA A CONTRA-MOLA QUE RESISTE

QUEM NÃO VACILA MESMO DERROTADO
QUEM JÁ PERDIDO NUNCA DESESPERA
E ENVOLTO EM TEMPESTADE DECEPADO
ENTRE OS DENTES SEGURA A PRIMAVERA

Link: http://www.vagalume.com.br/secos-e-molhados/primavera-nos-dentes.html#ixzz2bttGyqNy

 

Análise Semiológica e Psicológica do Ritual Mágico

Esta es una Plaza - I

I (Photo credit: r2hox)

Hoje é dia 04 de junho de 2013. Dia do meu grande despertar. Finalmente compreendi o caminho que devo percorrer pelo resto de minha vida. Consegui enxergar num lampejo, ainda que vagamente, o que me falta para estar continuamente satisfeito comigo e o mundo. Ainda que satisfeito com minha busca, nunca a completarei, pois ela é feita de mistérios.
Sou amante dos mistérios, e meu desejo por desvendá-los começou muito cedo e, ainda que a extrema falta de recursos em minha casa apresentasse grandes empecilhos, alfabetizei-me antes dos sete anos, quando fui matriculado no ensino regular.
Meu primeiro emprego, dos sete aos dezessete anos, foi numa pequena loja de livros, jornais e revistas, o que me permitiu saciar extraordinariamente minha sede de leituras gerais. Embora sob olhares suspeitos de minha comunidade protestante, fui desde cedo muito bem suprido de informação, e cheguei à idade adulta com tarimba de intelectual.
Estudei numa excelente faculdade,  e embora apresentasse desempenho extraordinário nas matérias estudadas, não tive desempenho curricular excelente, por estar sempre dividido entre as diversas atividades que a UNESP Assis me oferecia: amizades insólitas, irmandades, eventos culturais, esportes, vasta biblioteca, viagens, festas, movimento estudantil. Em tudo estava envolvido, fascinado por agora pertencer a uma classe social a que antes não tinha acesso. Formei-me sem distinção como licenciado em Letras, com habilitação plena em Italiano e Português.
Descobri na faculdade de Letras o nome da minha antiga paixão: a Semiótica. Esta me permitiu organizar melhor minhas ideias sobre significados obscuros, cadeias significativas e misteriosas associações derivadas de subcódigos culturais diversos. Minha concepção de mistério ganhou contornos com as noções de Eco do signo como enciclopédico e de cooperação interpretativa por parte do decodificador.
Como complemento dos meus interesses intelectuais, me aprofundei também em biologia, fisiologia, educação física, medicina alternativa, nutrição, psicologia, religião e espiritualidade, embora nem sempre oficialmente.
Esta minha ampla gama de interesses permitiu um aprofundamento de minha visão de mundo num escopo que se baseia preponderantemente numa junção entre semiótica, psicologia e espiritualidade difusa, sem que estas bases absolutamente entrem em conflito. Mas, por outro lado, mostrou-se um empecilho ao prosseguimento de minha já conturbada carreira acadêmica. As linhas de pesquisa na área de Letras a mim apresentadas até o momento pareciam não comportar investigações que abrangessem a amplitude dos meus questionamentos, que desde o início descambaram para o universo do intangível: o significado, a mente, o espírito.
Pesquisando e meditando incansavelmente sobre estes três objetos, decidi lutar resolutamente pela minha realização intelectual, e não abandonar nenhum dos meus objetos de estudo pela simples ambição de evolução acadêmica. Assim sendo, elaborei um esboço de pesquisa acadêmica que engloba semiótica, psicologia e religião, lançando assim luzes sobre os mistérios que me fascinam. Esta pode definir-se como uma Análise Semiológica e Psicológica do Ritual Mágico.
Parece-me uma contribuição científica digna explorar as fronteiras definidas pelos significantes mágicos, perscrutar como os operadores mágicos se utilizam da pluridimensionalidade linguística e do contexto interpretativo durante os rituais para causar efeitos semânticos e psicológicos em sua audiência.
Sendo a palavra e o signo instrumentos de muito poder, pretendo desta forma desvelar o modo como são utilizadas em rituais religiosos, conjugando-se em efeitos poderosos de ordem psicológica, e resultando desta forma em fenômenos extraordinários, dentre os quais podemos citar: Autoconhecimento, autocontrole, consagração, cura, elevação espiritual e intelectual, equilíbrio social e emocional, domínio do próprio destino, iluminação, meditação, projeção astral, regeneração, telepatia, visualização, vidência, entre tantos outros.
Poderiam ser explicados os surpreendentes poderes da espiritualidade apenas nos termos dos efeitos psicológicos evocados pela combinação de símbolos em um poderoso ritual? Seria o sacerdote um psicólogo poderoso, destilando poderosos sinais místicos diretamente ao subconsciente do público-alvo, utilizando-se da estrutura rizomática pluridimensional da linguagem, com sua infinidade de sememas (ou unidades culturais)?
Ou, muito pelo contrário, a religiosidade seria a verdadeira fonte de sabedoria, o caminho por meio do qual o homem, por mais simples que seja, encontra todas as respostas de que necessita, por intervenção divina?
São questões a meu ver ainda sem respostas, e em busca das quais pretendo me lançar.
Com vistas a manter esta investigação nos limites do cientificamente reconhecido, pretendo inicialmente explicar o conceito de signo, significação e significado definido pela semiótica, de modo a esclarecer, principalmente, a flexibilidade dos signos ritualísticos a serem analisados, tendo em vista os sujeitos envolvidos e o contexto.
Em seguida, partirei para a delimitação psicológica do tema abordado, abordando as impressões ritualísticas no subconsciente, a conceituação e relevância temática de sugestão, hipnose, histeria, sublimação, focalização, catarse, sonho e meditação.
Por fim, trataremos de aspectos antropológicos referentes ao aspecto (a princípio) menos científico desta investigação: a religiosidade. Cientificamente, pretendo analisar se as forças misteriosas operando no universo místico podem realmente conceder maiores potencialidades ao homem. E, caso a resposta seja afirmativa, se é possível invoca-las racionalmente, sem a necessidade da crença no sobrenatural. Afinal de contas, Magia é um termo que define, segundo autores como MAUSS,Marcel Esquisse “os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza”. Assim sendo, muitos dos poderes sobrenaturais que conhecemos podem estar fora de nosso alcance não por terem origem sobrenatural, mas apenas por pertencerem a um conhecimento complexo e oculto, que acreditamos poder ser desvendados pela poderosa ferramenta da análise dos signos, a Semiótica.
Respeitando este esquema de trabalho,  partindo do objeto a se analisar pretendo abordar o tema sempre com as ferramentas analíticas disponibilizadas por estas ciências e sempre nesta ordem:  Semiótica (Linguística), Psicologia, Religião (Antropologia).

Coem 2013 aula mediunidade e disciplina (slideshare.net)

Semiótica da espiritualidade: http://empirismodaexistencia.blogspot.com.br/2011/07/semiotica-da-espiritualidade.html?showComment=1371188003135#c6526644915073387528

República Rio Som – Unesp Assis

Uma das repúblicas mais tradicionais e frequentadas da UNESP Assis foi sem dúvida a República Rio Som. Muitos anos ininterruptps de tradição em abrigar, instruir e pirar o cabeção de estudantes de Psicologia, História, Letras, Biologia e outros. Quem não se lembra de ter sido bem recebido, e curtido uma cerveja e um discão de vinil naquela sacada incrível? Esquenta, festa, pós-festa, serestas lisérgicas no pomar, encontros culinários, noites de filmes, rachas no game, planejamentos por baixo dos panos, grupos de pesquisa, aquelas paredes já viram de tudo. O tempo passa e tudo acabou, mas só não pode morrer o rio de músicas que curtimos em companhia uns dos outros. De minha parte, em admiração ao colorido mágico dos meus colegas, relembro uma dessas canções.

http://www.radio.uol.com.br/letras-e-musicas/jorge-ben-jor/os-alquimistas-estao-chegando-os-alquimistas/2500579